Depois de 19 anos trabalhando na VASP (vagabundos sustentados pelos pais) decidir que chegou a hora de me demitir.
Vejo que não exista mais cargos que eu possa ocupar, já fui desde faxineira à grande executiva. A presidência se tornou um sonho antigo, que hoje não tem grande entusiasmo na minha vida.
Não que eu esteja cuspindo no prato que comi. Tive bons anos na VASP, mas não vou ser uma funcionaria puxa-saco, tive maus momentos também.
Mas não posso negar que aprendi muito nesses anos, cresci bastante também. E hoje sei que me tornei uma pessoa capaz de andar com minhas próprias pernas, que vai atrás de novas metas e conquistas.
Tornei-me uma pessoa preparada para as adversidades da vida.
Por isso só tenho a agradecer a oportunidade que tive aqui na VASP.
Fico muito agradecida e grata por tudo.


Obrigada!!!


A cada novo dia uma tendência nova aparece como açúcar no formigueiro.
Somos atraídos pelo novo, ou por aquilo que dizem que é o adequado para nos. Algo que nem sempre precisamos, mas que a mídia impulsionam de um modo que nos magnetiza. È um ímã que atrai para algo muitas vezes desnecessário.
É o magnetismo que transforma o desnecessário em útil ou agradável. Seguimos como soldados todas as novas tendências, tudo que de novo aparece, acaba por se tornar essencial para algum tipo de pessoa.
A mídia diz o que devemos seguir, o que devemos gostar, usar, ouvir, falar, ler comer, estudar. Os modelos, apresentadores, atores e atrizes, cantores são focos constantes de adeptos do formigueiro açucarado.
Somos transformados em escravos dos hábitos alheios. Uma hipnose que não para, com uma bateria constante e sempre inovada.
Com um simples piscar de olhos algo novo acaba de ser criando, acaba de ser lançado, acaba de ser comprado, acaba de ser tornar velho e ultrapassado. E outra piscada, algo superior ao anterior se cria, se compra e envelhece.
É simples a tendência da tecnologia, não há nada criado hoje que não possa ser adaptado para melhor.
A mídia cria a subjetiva idéia de que você dever “ter” para poder “ser”. Você só e bom o bastante, bonito o bastante quando se é magro, quando se tem o último lançamento. Quando você é um seguidor da midiaolândia


Olhei um retrato antigo e lembrei de uns olhos tão doces

Olhei o mar e vi a bela aurora florescer

Olhei uma estrela e sonhei e como sonhei

Olhei a paisagem criativa e nova

Olhei o brilho do céu e o verde do mar

Olhei e acreditei no que vi e aprendi a viver!


Empacote as frustrações da vida
Guarde os sorrisos e as cores

Abafe as lembranças tristes
Transporte lembranças motivadoras para o lugar das antigas

Varra o tapete da ilusão
Borrife sonhos

Cozinhe conhecimento e tranqüilidade
Abasteça a geladeira com afeto e carinho

Abra a cortina para o ar do novo entrar
Lave as lágrimas e as deixe secar

Plante um jardim de esperanças e amor
Pendure na porta “Bem vindo a vida”

O encanto das palavras

Uma das minhas maiores vitórias na vida foi quando aprendi a ler e escrever.
Quando tinha meus oito anos estudava no pré, ou melhor, pré 2. Mesmo com todo esforço da professora ou da “tia”, eu era meio lerda, tinha dificuldade de escrever meu próprio nome.
Minha professora dizia que eu tinha algum tipo de bloqueio com as palavras. Minha mãe ficou doida comigo, pois logo iria para a 1ª série e seria uma vergonha chegar lá sem pelo menos escrever meu nome direito. Minha mãe me ajudava em casa, me fazia treinar. Com sua ajuda consegui chegar na 1ª série pelo menos escrevendo meu nome.
A 1ª série foi uma batalha, eu era umas das poucas alunas com dificuldade, minha professora era um amor de pessoa e tinha muita paciência para minha sorte.
Com o passar do tempo comecei a me adaptar com minha nova amiga “a palavra”. Mesmo assim tinha uma letra que tinha birra comigo a letra “R”, acabei por me tornar uma devoradora dos “Rs”. Era um festival de “uas”, “buaco”. Mas um Deus nos acuda para minha mãe. Minha professora dizia que com o passar do tempo eu conseguiria encaixar os “Rs” em seu determinado lugar.
É mais isso só aconteceu no começo da 3ª série, com isso fui muito zoada pelos meus primos folgados e minha irmã que até hoje relembra esse momento que borracha alguma apaga.
Mais uma batalha superada, mas essa provação só me mostrou o quanto eu amo as palavras e como me encantei pela teimosia da letra “R”.
Com o passar do tempo deixei de ser uma devoradora de “Rs” e me tornei uma devoradora de livros. Lia e leio até hoje pilhas e pilhas de livros.
Uma professora dizia que era bom ler em voz alta para escutar o som das palavras e era isso que fazia em casa, o que acabou por se tornar o pesadelo da minha mãe, que não agüentava quando eu começava a ler, ela dizia que eu não lia eu cantava (rsrsrsrsrs).
Para mim o som das palavras é um encanto esplendido, uma coisa magnífica que purifica a alma. As palavras demonstram tudo o que somos e tudo o que sentimos.
As palavras são gestos, são expressões, são sentimentos, são histórias que onde estejam encantam e emocionam.


É fascinante como é mais fácil jogar um balde de água fria encima de alguém ou melhor das expectativas desse alguém.
Você pode estar no ápice da felicidade, mas a sempre algum estraga prazer para dizer que não está bom, pra dizer por que você fez isso? Não acredito que você ta aqui? Para que fazer faculdade de Psicologia? Não tem mais faculdade de Jornalismo! Faça Letras? Arranje um emprego! Peça para sua mãe! Peça ao seu pai!só se sua irmã for junto!
Eu amo os empecilhos que jogam em minha direção, amo mais ainda o encorajamento que me dão. Muitíssimo obrigado.
Dizem o que devo fazer, o que devo falar, ouvir, dizem você não era assim! Faça uma franja! Para quer ler tanto? É um apoio e tanto.
E lá vem o balde de água fria e intolerável caindo na minha cabeça. Mas um banho desnecessário, mas um sonho, um sorriso que se escorre e seca.
Mesmo de coração muito obrigado. Vocês não sabem o bem que me fazem.
É mais fácil o balde de água fria, do que o singelo elogio.
Ah por favor não se sintam constrangidos pelo que eu disse e nem se sintam como seu eu estivesse a falar de vocês. Não estou reclamando estou apenas agradecendo, continuem assim.
Já me acostumei com os baldes de água fria, só pra constar eles são energizantes, saborosamente refrescantes.
Podem vir os baldes, tonéis, até garrafas pets, não me importo a vida é única, eu estou aproveitando o máximo que posso.

As pessoas são realmente engraçadas, dizem não temer nada, mas isso não passa de uma mentira descarada, elas têm medo da coisa mais inevitável: a morte.
Esse medo paralisa a humanidade de um jeito inútil. Ultimamente as pessoas temem a nova gripe a Influenza H1N1, a famosa gripe suína.
As pessoas deixam suas vidas pararem e ainda tentam para as demais. O governo não ajuda muito, só dizem que não tem o que temer. Enquanto isso o número de vítimas fatais aumenta e aumenta. A cada dia são 10, 20 morte apenas no Brasil.
Estamos vivendo no receio de cumprimentar as pessoas, com medo de sair de casa, as escolas adiam a volta das férias como se isso fosse adiantar muita coisa, do que adianta as aulas começarem dia 17 ao invés do dia 3, do mesmo modo que podemos ou não pegar a gripe dia 3 podemos pegar ou não dia 17.
O álcool e os germicidas tornaram-se companheiros inseparáveis dos neuróticos, assim como a máscara acaba de ser torna acessório de luxo e essencial na hora de ir aos aeroportos.
Acho que não vai faltar muito tempo para que todos andem com suas máscaras e seus frasquinhos de álcool. Daqui a pouco vai ser torna essencial a limpeza com álcool nas escolas, hospital, em qualquer local fechado.
Vamos aos cinemas de máscaras, vamos correr quando alguém espirar.
É o medo de morrer vai nos afastar cada vez mais e mais.