
Mais uma vez fechei os olhos tentando controlar as lágrimas que queriam ser derramadas, queriam transparecer minha agonia, minha dor que não queria desaparecer que sufocava em um abraço não desejado.
- Quero respirar! Pensava, quero sentir não medo, mas tranqüilidade. Lágrimas sim, mas de felicidade, não quero sentir as lágrimas dessa dor, não quero pensar que estou sofrendo, que estou perdendo o rumo. Estou perdida sem ao menos saber o porquê. Estranho, amanheceu assim sem saber ao certo o que devo fazer, quem devo ser, e o principal por que devo ser.
Não quero sentir como uma estranha a fitar meu próprio reflexo, não quero ser aquela que chega a determinada parte da vida como se nunca realmente tenha vivido sonhado, amado, sentindo. Não quero ser simplesmente uma pessoa a mais, nem quero ser a exclusividade. Quero sim viver com expectativas bizarras, sonhos loucos, amores em turbilhões e em calmarias. Quero sentimentos complexos e simples ao mesmo tempo.
Ao pensar em mim, quero ver que fui e espero ainda ser, um ser de esperanças tolas, falando frases idiotas, mas que ao mesmo tempo sei que tem algum significado. Ter certeza que apesar de às vezes achar que estou no fim, perceber que não, não estou no fim e muito menos no inicio, mas estou em contemplação e construção e espero ser significamente alguém